fbpx

Mês: setembro 2021

O que é a fibrose?

O termo fibrose, embora se refira a uma condição muito comum, nem sempre é bem esclarecido.  Trata-se da formação de um tecido conjuntivo fibroso como uma resposta reparadora a lesão ou dano. Existem diversas condições que podem levar ao surgimento de fibrose, além de ela poder se apresentar com diferentes características.  Nos tópicos abaixo você irá entender melhor o que é fibrose, quais suas principais características e quais as opções de tratamento para fibrose. Tire as suas dúvidas agora mesmo: Principais considerações sobre fibrose A fibrose pode ter duas principais matrizes: a deposição de tecido conjuntivo que ocorre como parte da cicatrização normal ou deposição de tecido em excesso que ocorre como um processo patológico.  Quando a fibrose ocorre em resposta a uma lesão, temos uma cicatriz. Alguns dos principais tipos de fibrose são: Fibrose pulmonar Refere-se a uma série de condições que causam dano pulmonar intersticial seguido por fibrose e, eventualmente, perda de elasticidade do tecido pulmonar.  Essas condições levam a sintomas como tosse persistente, dor no peito, dificuldade para respirar e fadiga constante.  A fibrose pulmonar pode ocorrer como uma condição secundária em várias outras doenças, mas em muitos casos, a causa subjacente não é clara, utilizando, nesse caso, o termo fibrose pulmonar idiopática. A fibrose pulmonar pode ser dividida nos três seguintes tipos: Fibrose de reposição: ocorre como resposta a danos nos pulmões causados ​​por infarto ou infecção, como pneumonia ou tuberculose. Fibrose focal: manifesta-se como uma resposta à irritação por substâncias que são inaladas e então transportadas para o tecido linfático próximo pelos macrófagos.  Doença difusa do parênquima pulmonar (DPPD): ocorre nos casos de alveolite fibrosante, que se manifesta na fibrose pulmonar idiopática. DPLD também ocorre na alveolite alérgica extrínseca, em há uma inflamação difusa do tecido pulmonar como uma resposta à inalação de antígenos de poeira, como pelos de animais. Em muitos casos, a doença subjacente que leva à fibrose pulmonar se desenvolve ao longo de muitos anos. Na prática isso quer dizer que muitas vezes as pessoas desenvolvem a doença mais tarde na vida, com o pico de incidência entre os 50 e 70 anos de idade. Alguns dos fatores de risco para fibrose pulmonar incluem exposição a substâncias ocupacionais que danificam o pulmão; tabagismo; doença do refluxo gastroesofágico e infecções como tuberculose e pneumonia Fibrose pleural A fibrose pleural é o nome da doença em que uma pessoa desenvolve tecido fibroso na pleura (o revestimento da cavidade torácica ao redor dos pulmões).  Em condições normais, a pleura é uma membrana mucosa muito flexível, mas quando ocorre a fibrose pleural, essa membrana engrossa e enrijece. A fibrose pleural é geralmente benigna, mas podem ocorrer complicações se generalizar, quando, por exemplo, falta de ar e o “estrangulamento” dos pulmões ocorre. A fibrose pleural geralmente se desenvolve cerca de quinze anos após um curto período de forte exposição a substâncias como o amianto, mas pode ser cumulativa, ou seja: menor exposição por um longo período.  Além disso, a fibrose pleural também pode ser causada por processo inflamatório, pneumonia, trauma cirúrgico ou derrame pleural.  Fibrose hepática A cirrose se refere ao tecido cicatricial e aos nódulos que substituem o tecido hepático e prejudicam a função do fígado.  A condição geralmente é causada por alcoolismo, doença hepática gordurosa não alcoólica, hepatite B ou hepatite C. Para entender essa condição, é importante considerar que o fígado é responsável por várias funções essenciais, como desintoxicar certas substâncias do corpo, produzir nutrientes essenciais e limpar o sangue.  No entanto, cada vez que o fígado sofre estresse ou lesão, ele tenta se regenerar e, consequentemente, produz tecido cicatricial no processo.  À medida que o tecido cicatricial se acumula, a função hepática piora e, quando a cirrose está avançada, o fígado não funciona mais adequadamente.  A cirrose não dá origem a sintomas até que o dano se torne extenso, momento em que pode causar uma ampla gama de sintomas, tais como facilidade para sangrar; fadiga; icterícia; acúmulo de fluido no abdômen; perda repentina de peso; náusea e fala arrastada. Fibrose cardíaca As áreas do coração que foram danificadas devido ao infarto do miocárdio também são áreas sensíveis ao processo de fibrose.  A fibrose cardíaca pode afetar as válvulas do coração e o músculo, que se torna rígido e menos complacente, o que pode aumentar o risco de insuficiência cardíaca. Os fibrócitos geralmente secretam colágeno e, portanto, são essenciais para o suporte estrutural do coração.  No entanto, quando essas células são superativadas, podem desencadear fibrose.  A perda de flexibilidade nas válvulas pode eventualmente causar disfunção valvar e insuficiência cardíaca. Quais são as causas de fibrose? Como você pôde perceber nos tópicos acima, existem diferentes tipos de fibrose, o que, obviamente, indica a existência de diferentes causas para a manifestação dessa condição. Dentre as principais causas, podemos citar a exposição frequente a poluentes ambientais, consumo frequente de alguns medicamentos, algumas doenças do tecido conjuntivo e doenças pulmonares intersticiais.  No entanto, na maioria dos casos, a causa não pode ser encontrada. Tratamentos para fibrose O tratamento para fibrose irá depender da condição que a desencadeou. De modo geral, não há tratamento para fibrose pleural e pulmonar. Não há evidências de que qualquer medicamento pode ajudar a doença, uma vez que a cicatriz desenvolvida se torna permanente. No entanto, alguns cuidados paliativos podem incluir o uso de oxigênio para auxiliar na respiração ou corticosteroides ou esteroides inalatórios. Em casos graves, a pleura inteira pode engrossar, tornando-se muito densa e branca, quase como a medula de uma laranja, fazendo com que perca as propriedades elásticas que normalmente permitem que o tecido se expanda facilmente quando os pulmões são inflados.  Nesses casos, a pleura lesionada deve ser removida cirurgicamente para que os pulmões possam inflar, devolvendo a capacidade mecânica da respiração. No caso de fibrose pós-cirúrgica, drenagem linfática e tratamento medicamentoso podem ser opções de tratamento.  Endossamos que cada paciente deve ter suas especificidades avaliadas por um profissional para que possa conduzir o tratamento mais pertinente.  

Quais os cuidados com o pós-operatório após uma cirurgia plástica?

O resultado obtido após uma cirurgia plástica não está associado apenas à cirurgia em si ou à precisão do cirurgião, mas também aos cuidados empreendidos pelo paciente durante a recuperação. Você sabe quais os cuidados com o pós-operatório após uma cirurgia plástica? O tipo de cuidado pós-operatório de que cada paciente precisa depende do tipo de cirurgia que é feita, bem como de seu histórico de saúde.  De modo geral, os cuidados pós-operatórios começam imediatamente após a cirurgia, ainda durante a internação hospitalar, normalmente com medicamentos analgésicos, e devem continuar depois da alta médica.  Antes de fazer a cirurgia, pergunte ao seu médico quais serão os cuidados pós-operatórios. Isso lhe dará tempo para se preparar com antecedência.   Alguns dos principais cuidados pós-cirúrgicos incluem: Cuidados pós-operatórios de cirurgia plástica Quando um paciente passa por uma cirurgia de saúde, os cuidados pós-operatórios incluem, algumas vezes, tratamento medicamentoso adjacente. Mas quando se trata de cirurgia plástica, há ainda outros cuidados que o paciente deve se atentar para garantir um bom resultado, e o período pós-operatório é crucial para afinar os resultados que a cirurgia pode proporcionar. Aumente a ingestão de água diariamente Após passar por uma cirurgia, é fundamental que o paciente consuma uma quantidade considerável de água diariamente. Isso porque a água é o que ajudará o corpo a eliminar as toxinas, além de acelerar a eliminação de edema (inchaço) comum às cirurgias. Além disso, a água ajuda no processo metabólico, inclusive dos tecidos que foram lesionados durante a cirurgia, acelerando a recuperação e a cicatrização. Por último, mas não menos importante, o consumo de água no período pós-operatório ajuda a prevenir problemas tromboembólicos. A recomendação mais comumente aceita é que cada paciente tome 2 litros de água por dia, mas, para uma prescrição mais precisa, deve-se multiplicar 35ml de líquido por peso corporal. Desse modo, uma pessoa com 60kg deve consumir, diariamente, 2,1 litros de água ao dia. Use roupas modeladoras e de compressão (quando prescrito) O uso de roupas de compressão, como cintas e sutiãs pós-cirúrgicos, ou até mesmo meias compressivas, proporciona uma série de benefícios ao corpo que está em processo de recuperação após uma cirurgia. Quando se trata de cirurgia plástica, o uso é ainda mais importante, pois ajuda a melhorar os resultados obtidos, além, é claro, de acelerar a recuperação e a cicatrização. Os principais benefícios de adotar roupas de compressão entre os cuidados pós-operatórios incluem: Dá sustentação à pele e aos músculos, evitando flacidez; Evita seroma (acúmulo de líquido na superfície da pele); Melhora a cicatrização dos tecidos lesionados; Ajuda a modelar o contorno do corpo, aprimorando os resultados da cirurgia. Vale lembrar que, hoje em dia, os modelos mais modernos de roupas de compressão são anatomicamente confeccionados para oferecer não apenas sustentação, mas também conforto ao corpo que está em processo de recuperação. Alimentação balanceada A alimentação não está atrelada apenas à boa forma. Adotar um cardápio saudável ajuda na recuperação do organismo, dos tecidos, da cicatrização e do retorno à uma vida ativa mais rapidamente. Os alimentos ricos em vitamina A, vitamina C e vitamina E, por exemplo, são ricos em antioxidantes, que, por sua vez, combatem os efeitos dos radicais livres – que são nocivos ao organismo e promovem o envelhecimento celular. Além disso, os alimentos com essas vitaminas oferecem colágeno – proteína fundamental para a regeneração dos tecidos e para a firmeza da pele. Alguns alimentos com essas propriedades incluem cenoura, abóbora, batata doce, manga, ovo, laranja, morango, kiwi, acerola, abacaxi, dentre outras. Já os alimentos ricos em vitaminas do complexo B, como aveia, azeite de oliva extra virgem, nozes e abacate melhoram o funcionamento das enzimas, produção de glóbulos vermelhos e melhora o metabolismo proteico. Todos esses fatores contribuem para a recuperação pós-cirúrgica. Atenção: evite ao máximo o consumo de sal e de alimentos industrializados (pois são cheios de sódio), o que acentua ainda mais o inchaço. Evite exposição solar Normalmente recomenda-se ao paciente que espere cerca de 30 dias até expor a região operada ao sol e, mesmo após esse período, aplique e reaplique no intervalo indicado protetor solar. Essa prescrição se deve ao fato de que a exposição aos raios ultravioletas aumenta as chances de formar cicatriz no local da incisão. Por sua vez, isso ocorre porque após a cirurgia, nos três meses seguintes, a produção de melanina é mais intensa, e os cuidados devem ser ainda mais intensos. Via de regra, recomenda-se que não se tome sol diretamente na cicatriz até sua maturação (quando ela desincha e perde a coloração avermelhada, adquirindo coloração próxima ao tom da pele). Não fume no primeiro mês de pós-operatório Que o tabagismo faz mal em qualquer circunstância, todos sabem, principalmente a longo prazo. Mas no período de recuperação pós-cirúrgica a prática é ainda mais nociva. Isso porque ao fumar, o paciente está tragando e alojando as toxinas contidas no cigarro. Isso faz com que o processo de cicatrização retarde e, desse modo, a possibilidade de micro-organismos se alojarem no local é a maior – o que pode levar a uma perigosa infecção. Essas infecções podem ser difíceis de manejar e irá requerer uso de antibióticos, uma situação que pode ser evitada eliminando o tabagismo, ao menos durante a recuperação. Seguir prescrições médicas Como mencionado, cada tipo de cirurgia irá requerer cuidados específicos além dos cuidados mais genéricos. Uma cirurgia plástica terá alguns cuidados distintos de uma cirurgia cardíaca, por exemplo. Desse modo, além dos cuidados elencados nos tópicos acima, é imprescindível que o paciente siga cuidadosamente as orientações prescritas pelo médico, assim como os medicamentos adequados. Isso inclui não trocar ou eliminar medicamentos da sua rotina pós-cirúrgica sem o conhecimento do médico, afinal, a etapa medicamentosa muitas vezes é uma parte importante do tratamento. Acontece que, algumas vezes, os médicos prescrevem o uso de analgésicos enquanto ou se o paciente sentir dor. Nesses casos, o uso de tais remédios está atrelado à decisão e ao desconforto do paciente. Não se esqueça que o médico conhece as características de sua condição

Antes de ir embora..

Se inscreva para receber novidades e notícias do mundo da Cirurgia Plástica!