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Mês: dezembro 2021

Hábitos que prejudicam seu pós operatório

Hábitos ruins comprometem a recuperação e a obtenção de melhores resultados estéticos após a cirurgia plástica. Os cuidados no pós-operatório são essenciais para que a recuperação seja adequada após uma cirurgia plástica ou qualquer outro procedimento invasivo. Esquecer os cuidados após a operação são esquecidos é um erro que pode gerar uma série de consequências ao paciente.    Fatores como uma rotina alimentar ruim, ausência de atividade física regular, excesso de exposição ao sol, consumo frequente de bebidas alcoólicas e cigarro, e estresse causam desequilíbrios no organismo, e isso se reflete do lado de fora. A cirurgia plástica, em seus processos de análises, considerações e decisões, possui um ponto que é determinante para o sucesso do procedimento: escolher submeter-se a uma operação significa concordar em mudar todo o estilo de vida depois dela, caso seja necessário. Assim, realizar uma cirurgia ou procedimento para melhorar sua aparência requer vivenciar o período pós-operatório com seriedade e se comprometer a manter hábitos saudáveis, a fim de manter os resultados obtidos.   Hábitos não saudáveis no pós-operatório Má alimentação: A alimentação adequada prepara o corpo para uma boa recuperação pós-operatória. A cicatrização pode ser mais rápida e adequada se a absorção e o consumo de proteínas forem satisfatórios, a presença de complicações como infecção e trombose de membros inferiores é menor em quem está dentro da faixa de peso adequada. Por isso, os cuidados alimentares devem ser iniciados, pelo menos, três meses antes do procedimento cirúrgico.   Sedentarismo: O sedentarismo é caracterizado pela falta de atividades físicas regulares. No entanto, elas são muito importantes para a manutenção do peso e para o bom funcionamento cardiovascular e respiratório. O paciente que se submete a uma cirurgia plástica não pode retomar a prática de exercícios durante o repouso, mas quando as atividades não são realizadas previamente é mais fácil ganhar peso durante o período de recuperação.  Tabagismo: O tabaco é uma das substâncias mais prejudiciais durante a recuperação de uma cirurgia plástica, tanto que a recomendação é que esse hábito seja interrompido meses antes da realização da operação.  O problema se deve a algumas substâncias presentes no cigarro que prejudicam a circulação do sangue na pele, comprometendo o processo de cicatrização. Além disso, o tabaco afeta também o sistema respiratório, podendo causar tromboses e complicações graves nesse período.    Consumo de bebidas alcoólicas: Durante o período posterior à cirurgia plástica, o paciente deve evitar o consumo de bebidas alcoólicas por, pelo menos, 30 dias. Esse tempo se aplica especialmente durante o uso de medicamentos. Esse hábito pode ser extremamente prejudicial, podendo causar uma série de efeitos colaterais, como: interferir no efeito das medicações, debilitar e desidratar o corpo, reduzir a imunidade, causar irritações na mucosa da boca e no sistema digestivo, aumentar o inchaço e até aumentar o risco de sangramentos.  Descuido com a pele: Após a realização de uma cirurgia também pode ser prejudicial para as cicatrizes e para os resultados dos procedimentos minimamente invasivos na face. Assim, a proteção solar e a hidratação adequada atuam como coadjuvantes nos resultados da cirurgia plástica.   A obtenção de satisfação com as cirurgias plásticas depende de um esforço coletivo de médico e paciente. O cirurgião plástico empenha-se no diagnóstico, planejamento e execução, mas a durabilidade dos resultados depende de o paciente adotar hábitos saudáveis para manter o que foi conquistado.  

Pode fazer a mamografia mesmo tendo a prótese de silicone?

A mamografia é um exame de imagem feito para visualizar a região interna das mamas, ou seja, o tecido mamário, com o objetivo de identificar alterações que sejam sugestivas de câncer de mama, principalmente. Este exame é normalmente indicado para mulheres a partir dos 40 anos, no entanto mulheres com 35 anos que possuem histórico de câncer de mama na família também devem fazer a mamografia. A mamografia para mulheres com prótese pode ser realizada normalmente. Contudo, alguns cuidados devem ser tomados no momento do exame de mamografia para resultados mais precisos, e para evitar qualquer dano à prótese. É importante que o exame seja feito em local confiável, por profissionais qualificados e ajuste adequado dos equipamentos.   Você também deve avisar ao técnico que vai realizar o exame sobre as próteses. Porque, durante a mamografia para quem tem prótese de silicone, o técnico pode pedir o deslocamento dos implantes para obter melhores resultados. Esse deslocamento é feito da seguinte forma: o técnico empurra a prótese para fora do campo de imagem, de forma que só o tecido mamário seja radiografado. O procedimento deve ser feito com cuidado e pode ser doloroso se você tiver muitas cicatrizes da colocação do silicone. A mamografia para quem tem prótese de silicone é feita de maneira diferente das mulheres que não possuem. Existem duas maneiras para a colocação do implante mamário, uma é atrás da glândula mamária e a outra é atrás do músculo peitoral. Quem decide como implantar é o médico dependendo de como quer deixar os resultados na paciente, agora para a facilitação da mamografia os implantes colocados atrás do músculo peitoral possibilitam melhor deslocamento para a exposição completa da glândula mamária ao se realizar a mamografia. Cuidados no momento do exame de mamografia: A Manobra de Eklung Para diminuir a influência do silicone na visualização do tecido da mama, o técnico responsável pelo exame de mamografia pode aplicar a Manobra de Eklund. O procedimento consiste em deslocar a prótese para fora do campo da imagem, distribuindo somente o tecido mamário no suporte para ser radiografado. Existem, no entanto, restrições para aplicação da manobra, tais como próteses endurecidas, que não podem ser comprimidas, aderidas ao parênquima mamário ou quando o procedimento for doloroso. A posição do implante mamário A inserção do implante pode ser realizada atrás do músculo peitoral ou da glândula mamária. É o cirurgião plástico quem define a posição da prótese de silicone, visando o resultado estético esperado e considerando as características anatômicas da paciente. A posição da prótese mamária de silicone pode afetar o deslocamento feito na Manobra de Eklund. “Do ponto de vista radiológico, os implantes colocados atrás do músculo peitoral são os que possibilitam melhor deslocamento posterior com exposição completa da glândula mamária para a realização da mamografia” explica a Dra. Silvia Sabino, médica radiologista do Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos ao GE Reports Brasil. A pressão do mamógrafo É importante que o aparelho de mamografia seja ajustado para exercer menor pressão sobre as mamas, para evitar expor as pacientes ao risco de ruptura da prótese.  

Alimentos fundamentais para uma boa recuperação pós-cirurgia

Não é só de medicamento que se faz um bom pós-operatório. Os alimentos têm papel fundamental no pós-operatório após a realização de uma cirurgia plástica. Além do repouso, das sessões de drenagem linfática e uso correto das malhas de compressão, durante o período de pós-operatório é fundamental adotar uma alimentação adequada, que contribuirá ativamente no processo de cicatrização pós-cirúrgico e garantir o efeito desejado. Opte por alimentos leves, nesse momento de recuperação. Porque ao processar esses alimentos o corpo foca a energia na recuperação de tecidos e não na digestão do alimento. Além disso, alimentos ricos em proteínas e fatores cicatrizantes também são indicados no pós-operatório. A vitamina C, fortalece o sistema imunológico e protege o corpo contra doenças neste período em que está mais fragilizado. É importante dizer que a dieta é fundamental para a produção de colágeno, substância responsável pela firmeza da pele e pela cicatrização cutânea.   Alimentos que ajudam no processo de cicatrização: Proteínas: ajudam na reconstituição de tecidos necessários para a cicatrização. Exemplo: carne magra, ovo, peixe, gelatina, leite e derivados, amêndoas, soja, grão de bico. Ômega 3: reduz a inflamação, otimizando a cicatrização. Exemplo: sardinha, salmão, atum, nozes, sementes de chia. Frutas cicatrizantes: importante na formação do colágeno, que ajuda na firmeza da pele e na boa cicatrização das suturas. Exemplo: laranja, morango, abacaxi ou kiwi. Ferro: ajuda a manter as células do sangue saudáveis, que são importantes para levar os nutrientes ao local da ferida. Exemplo: fígado, espinafre, gema de ovo, ervilha ou lentilha. Valina: melhora a qualidade de regeneração dos tecidos. Exemplo: castanha de caju, castanha-do-pará, amêndoas. Vitamina A: auxilia na formação dos tecidos epitelial e ósseo, além de estimular a função imunológica do corpo. Exemplo: couve, espinafre, cenoura, abóbora, tomate, manga, beterraba. Vitamina C: auxilia na função imunológica e atua como um antioxidante tecidual, bloqueando os efeitos nocivos dos radicais livres no organismo. Exemplo: pimentão, frutas cítricas, tomate e suco de tomate, espinafre, brócolis, couve, salsa, couve de bruxelas e couve-flor. Vitamina E: melhora a qualidade da pele em cicatrização. Exemplo: sementes de girassol, avelã ou amendoim. Vitamina K: ajuda na coagulação sanguínea, diminuindo os riscos de hemorragia e facilitando a cicatrização. Exemplo: Brócolis, aspargo ou espinafre. Fibras: ajudam a estabilizar os processos digestivos e reduzem o risco de constipação, um efeito colateral relativamente comum após uma cirurgia. Exemplo: pães integrais, frutas, legumes, feijões e certos cereais ricos em fibras. Água: após uma cirurgia, geralmente é bom beber bastante líquido. Além de ser indispensável para a manutenção da saúde e para o funcionamento dos órgãos, a água diminui os inchaços que podem acontecer por conta da retenção de líquido no pós-operatório. A bebida ainda melhora o funcionamento dos rins que, provavelmente, estarão sobrecarregados com o uso de anti-inflamatórios. Alimentos que devem ser evitados: Frituras: os alimentos ricos em gordura não favorecem a resposta imunológica do organismo, já que demandam uma digestão mais demorada. Além disso, a gordura desempenha um papel inflamatório, tudo que seu corpo não precisa neste momento. Alimentos industrializados: os ultraprocessados também não são indicados, justamente porque também contribuem para a inflamação do corpo. Acontece que muitos deles possuem gordura trans, que causa inflamação nas artérias. Doces e açúcar refinado: a absorção do açúcar acaba provocando um processo inflamatório dentro das células. Seu consumo também é relacionado à resistência à insulina, processo em que os tecidos precisam de mais desse hormônio para colocar o açúcar dentro das células. Sem contar que doces em quantidades exageradas provocam inflamação local no intestino.

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